Planejamento estratégico e tecnologia digital impulsionam safra de soja 2025/2026

Com expansão da área cultivada pelo 19º ano consecutivo, ferramentas digitais ajudam produtores a aumentar produtividade, otimizar recursos e reduzir riscos na lavoura.Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram

BATANEWS/OPR


Tecnologias como monitoramento das lavouras ajudam os produtores nas tomadas de decisões – Foto: Divulgação

O início do plantio da safra de soja 2025/2026 reforça a importância do planejamento estratégico para garantir produtividade e sustentabilidade nas operações agrícolas. Dados preliminares da Datagro indicam que o Brasil expandirá sua área de cultivo pelo 19º ano consecutivo, alcançando 49,1 milhões de hectares, um incremento de 2% sobre os 48,1 milhões de hectares da safra anterior. O cenário sugere perspectivas positivas para a produção nacional.

Aliada ao planejamento, a agricultura digital surge como ferramenta essencial para decisões mais precisas, integrando todas as etapas da produção e proporcionando um diferencial competitivo. Entre os benefícios, destacam-se a otimização de até 40% na amostragem e análise de solo e um potencial aumento de até 3% na produtividade da soja.

Confira como o planejamento estratégico aliado à digitalização pode transformar cada etapa da safra:

1 – Escolha das sementes

A seleção da variedade adequada é crucial. Tecnologias incorporadas às sementes ajudam a enfrentar estresses climáticos, pragas e doenças, enquanto a escolha da cultivar ideal deve considerar as particularidades regionais, maximizando o desenvolvimento e o potencial produtivo da lavoura.

2 – Monitoramento climático

Analisar previsões meteorológicas permite decisões mais assertivas, como antecipar ou adiar o plantio ou até trocar a variedade por talhão. O uso combinado de tecnologia e dados climáticos melhora o gerenciamento de riscos, mesmo diante de fatores complexos e imprevisíveis.

3 – Plantio

A adoção de taxa variável de semeadura por zonas de manejo possibilita ganhos de produtividade entre 2% e 3%, ajustando a densidade de plantio conforme o talhão. O conhecimento do produtor aliado à tecnologia garante uso eficiente dos recursos e maximiza o desempenho de cada área.

4 – Monitoramento da lavoura

Durante o ciclo da soja, ferramentas digitais permitem identificar áreas com necessidade de atenção por meio de mapas de biomassa via satélite. O uso de históricos de potencial produtivo reduz em até 40% a amostragem de solo e, aliado à aplicação de nutrientes em taxa variável, aumenta o rendimento das lavouras.

5 – Manejo fitossanitário

O mapeamento digital de plantas daninhas por drones (VANT) identifica manchas de infestação, permitindo aplicação localizada de herbicidas. Dependendo do equipamento disponível, o uso de tecnologia bico a bico ou por seção reduz desperdício, economiza tempo e torna a operação mais sustentável.

Segundo o engenheiro agrícola Guilherme Dressano, especialista em Proteção de Cultivos, a digitalização está transformando a forma como planejamos e executamos a safra. “Ao integrar dados, tecnologia e gestão, conseguimos oferecer ao produtor uma jornada completa, otimizando tempo, recursos e aumentando a produtividade”, ressalta.