Agronegócios
Abertura de mercados reduz impacto do tarifaço no agronegócio
Com um recorde de novas parcerias comerciais, Brasil redireciona exportações e evita grandes prejuízos causados pela barreira dos EUA, afirma ministro Carlos Fávaro.Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
BATANEWS/OPR
A sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que poderia ter causado um grande estrago, teve seu impacto suavizado. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, explica que a chave para isso foi a estratégia do governo de diversificar os mercados. Em uma entrevista nesta quarta-feira, ele destacou o trabalho preventivo e a busca por novos parceiros comerciais.
Segundo o ministro, a atual gestão tinha uma visão clara desde o início: abrir um leque maior de destinos para as exportações. “Buscamos a reconexão do Brasil. Abrimos 437 novos mercados nesses dois anos e nove meses. Um recorde absoluto”, afirmou Fávaro. Essa expansão, segundo ele, foi essencial para que o Brasil pudesse redirecionar parte da produção que, por causa da tarifa, não podia mais ser exportada para os EUA.
A diversificação ganhou força com o fortalecimento de laços bilaterais e multilaterais. Fávaro mencionou a quase concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que, se sair do papel, criará o maior bloco econômico do mundo. Ele também citou o reforço das relações com os países do Brics, com o Oriente Médio e com o sudeste asiático como pilares dessa nova abordagem comercial.
Além de buscar novos mercados, o governo está investindo em políticas públicas para ajudar as empresas mais afetadas. Fávaro garantiu que o diálogo com o setor privado e a sociedade civil é constante, na busca por medidas de apoio mais eficazes.
O ministro detalhou algumas das iniciativas, como o “tratamento diferenciado e especial” dado às empresas que dependiam do mercado norte-americano. Ele ressaltou a criação de uma linha de financiamento de R$ 30 bilhões com juros acessíveis, a volta do Reintegra para ressarcir tributos da exportação, e a utilização de compras públicas para absorver produtos que deixaram de ser exportados.
“Tudo isso minimizou os impactos, mas eles existem. Estamos atentos para garantir a sobrevivência das empresas e dos empregos”, pontuou o ministro. Apesar das alternativas, os esforços para negociar a revisão da situação com os Estados Unidos continuam.





