Agricultura
Veja como fecharam os preços da soja na véspera do relatório do USDA
Expectativa de que haja uma revisão para baixo na produção norte-americana ajudou na recuperação das cotações
CANAL RURAL/VICTOR FAVERIN
O mercado brasileiro de soja apresentou poucos movimentos, em um dia marcado pela expectativa em torno do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta (12).
O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que o ritmo das negociações foi contido, mas houve destaque para o Rio Grande do Sul, onde foram reportados volumes mais agressivos.
“Já no Paraná, a movimentação foi discreta, e nos demais estados praticamente não houve registros relevantes”, comenta.
Em Chicago, a soja encerrou em alta, mas o dólar operou abaixo de R$ 5,40 durante boa parte da sessão, o que reduziu o impacto positivo. “Os prêmios também não ajudaram para dar mais força às indicações”, acrescenta Silveira.
Na véspera do relatório do USDA, a soja fechou em Chicago com o contrato setembro/2025 a US$ 10,33½ por bushel, em alta de 8,25 centavos (+0,80%), e o novembro/2025 a US$ 10,52½ por bushel, avanço de 7,75 centavos (+0,74%). Nos subprodutos, o farelo para dezembro/2025 encerrou a US$ 287,70 por tonelada, com ganho de US$ 1,90 (+0,66%), enquanto o óleo de soja para dezembro/2025 fechou a US$ 0,5160 por libra-peso, alta de 0,59 centavo (+1,15%).
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos.
De acordo com Silveira, o mercado buscou suporte em compras de barganha. “A expectativa de que haja uma revisão para baixo na produção norte-americana também ajudou na recuperação”.
O grão se afastou das máximas do dia nos últimos negócios, principalmente pela ausência de demanda por parte da China.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 541.100 toneladas na semana encerrada em 04 de setembro.
Destinos desconhecidos lideraram as compras, com 431.700 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 1 milhão toneladas.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 125,6 milhões de toneladas. Em agosto, o número ficou em 125,2 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 125,4 milhões de toneladas, contra 124,9 milhões projetados em agosto.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro de 2025 fecharam com alta de 8,25 centavos de dólar por bushel ou 0,80%, a US$ 10,33 1/2 por bushel.
A posição novembro de 2025 teve cotação de US$ 10,52 1/2 por bushel, avanço de 7,75 centavos de dólar por bushel ou 0,74%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2025 do farelo fechou com ganho de US$ 1,90 ou 0,66%, a US$ 287,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam a 51,60 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,59 centavo ou 1,15%.




