Agronegócios
Financiamento climático abre novas oportunidades na cadeia da soja com impactos diretos na competitividade global
Durante a Conferência Internacional da RTRS, o cientista de Clima Ciniro Costa vai mostrar as estratégias financeiras com foco em impulsionar medidas de mitigação e adaptação para tornar a produção mais eficiente e alinhada a novos mercados e desafios futuros.Compartilhe: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram
BATANEWS/O PRESENTE RURAL
Os desafios e oportunidades do financiamento climático na agricultura estarão no centro das discussões da Conferência Internacional da Mesa Global da Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy Association – RTRS). O encontro será realizado nos dias 17 e 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, e reunirá representantes de toda a cadeia de suprimentos do setor.
Ciniro Costa Júnior, cientista de Clima e Sistemas Alimentares da Aliança da Biodiversidade Internacional e do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT): “Esses esforços são concebidos estrategicamente para atrair financiamento climático, impulsionar a adoção em larga escala e gerar novas oportunidades para produtores, comunidades rurais e cadeias de valor' – Foto: Divulgação
Na oportunidade, o cientista de Clima e Sistemas Alimentares da Aliança da Biodiversidade Internacional e do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), Ciniro Costa Júnior, abordará como os sistemas agrícolas podem se adaptar às mudanças climáticas, reduzir emissões e aumentar a eficiência produtiva alinhadas a novos mercados e desafios futuros.
Com mais de 15 anos de experiência em pesquisas sobre solos e mudanças climáticas, Costa atua a partir da sede global do CIAT, na Colômbia, integrante do CGIAR, a maior rede de pesquisa agropecuaria no mundo.
No seu dia a dia, ele apoia programas globais do CGIAR, governos, fundos, bancos de desenvolvimento e o setor privado com estratégias e a implementação de tecnologias que integrem mitigação, adaptação e aumento de resiliencia e produtividade. “Esses esforços são concebidos estrategicamente para atrair financiamento climático, impulsionar a adoção em larga escala e gerar novas oportunidades para produtores, comunidades rurais e cadeias de valor', realça Costa.
Na sua apresentação, o cientista detalhará o conceito de investimento na própria cadeia (insetting), modelo que permite às empresas investirem em suas cadeias produtivas para integrarem reducao de emissões como co-benefícios do aumento de eficiencia, resiliencia e produtividade, fortalecendo competitividade e credibilidade. “Ao contrário do modelo tradicional de compra de créditos de carbono (offseting), que muitas vezes não se relaciona diretamente com a operação da empresa, e, por isso, dificulta o escalonamento e pode elevar o risco reputacional', explica.
Segundo ele, o conceito insetting gera impactos reais na produção e na resiliência dos produtores, além de abrir oportunidades de mercado para cadeias certificadas como a soja RTRS. “A certificação RTRS já fornece uma estrutura sólida de coleta e verificação de dados, que pode ser ampliada com indicadores climáticos, oferecendo vantagens estratégicas para empresas e produtores', realça Costa.
Atualmente, destaca o cientista, entre os avanços da cadeia da soja, as práticas como plantio direto, agricultura de precisão e sistemas integrados, como o lavoura-pecuária-floresta (ILPF), estão elevando a sustentabilidade e reduzindo as emissões de forma significativa. “O engajamento da cadeia depende de simplificação e custo-efetividade, de modo que os produtores percebam benefícios tangíveis e redução de riscos reputacionais, criando um ciclo positivo de sustentabilidade e competitividade no mercado global', encerra Costa.





